Domingo, Abril 25, 2010

Por que a medicina esportiva européia decepciona?

Michael Essien


Somos um país de terceiro mundo, ok? Nossa estrutura de saúde pública é constantemente questionada pelas mazelas que apresentam, isso serve tanto para as principais cidades como para as cidades do cantão do Brasil. Porém somos referência no que tange a medicina esportiva. Constantemente vemos caso de jogadores europeus com enorme dificuldade de recuperação de contusões que no Brasil já são tratadas de maneira corriqueira.
Vejo agora o drama do jogador ganês Essien, que se contundiu na Copa das Nações Africanas em janeiro último, não tem certeza se disputará a Copa do Mundo na África do Sul.
Kaká já apresentou problemas com o departamento medico do seu clube, na época em que jogava no Milan, o brasileiro eleito o melhor jogador do mundo no ano de 2007, confrontou a sua equipe e veio tratar-se no Brasil.
É também muito comum jogadores virem fazer tratamento nos mais bem estruturados clubes brasileiros, como São Paulo e Cruzeiro.
Outros jogadores europeus que tiveram contusões graves esse ano já praticamente são cartas fora do baralho do mundial. A seleção inglesa provavelmente estará desfalcadas de Beckham e Owen.
É estranho que países desenvolvidos tenham problemas com esse tipo de tratamento, e é difícil encontrar explicação para ao fato.
Certa vez ouvi o comentário de que como a quantidade de praticantes de futebol amador é muito grande no Brasil, as contusões ocorridas principalmente nos campos de grama sintética servem de laboratório para os ortopedistas e cirurgiões do país.
Resta agora torcer para que tenhamos a maior quantidade possível de craque na Copa do Mundo, e que não tenhamos o desfalque de nenhum grande jogador por contusão até lá.

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