quarta-feira, julho 06, 2005

Pernetas jogam melhor mais perde para Rolo


A equipe dos Pernetas apresentou um bom futebol contra a equipe do Rolo Compressor, porem não conseguiu sair com o resultado positivo. A derrota se deu pelo placar de 2 x 0, gols de Marcelo e Edu.
O jogo começou num ritmo um pouco lento, com um jogo de xadrez, com uma boa dose de estudos sobre a tática da equipe adversária. As posturas dos dois times eram semelhantes, com dois defensores, três meio-campistas, e um só atacante.
Foi a primeira vez que os Pernetas utilizou essa postura em quadra, e só foi possível devido a estréia do meia Alberto Macarrão que trabalha no departamento financeiro.
A equipe da administração se aventurou primeiro ao ataque, e por pelo menos três vezes tiveram chances claras de abrir a contagem. Os Pernetas tiveram um gol mal anulado pela arbitragem, que não observou a lei da vantagem e marcou falta sobre Marcio Presuntinho, quando o correto seria dar continuidade à jogada validando o gol de Washington.
Durante o primeiro tempo a equipe do Rolo, não conseguiu transpor a defesa perneta, oferecendo pouco trabalho ao goleiro Adalton.
Um dos ditados mais conhecidos no que se refere ao esporte das multidões mais uma vez se fez valer, o famoso “quem não faz toma”, foi a tônica do segundo tempo dos Pernetas. O gol de cabeça do atacante Marcelo desestabilizou os Pernetas. Nos minutos seguintes ao gol, o goleiro Edson garantia o placar mínimo com grandes intervenções.
Após o momento de instabilidade a equipe encontrou forças para subir ao ataque, fazendo o goleiro do Rolo Compressor a praticar grande defesa após a conclusão de Valdir.
O tiro de misericórdia veio com o gol de Edu nos minutos finais de jogo.
No ultimo minuto de partida Marcio teve a chance de diminuir o placar, porém Agnaldo fez boa defesa.
Mesmo com o mal resultado, os Pernetas seguem na ponta da tabela, com ótimas chances de obter a classificação. A próxima partida será dia 09/07/05 ás 10 horas contra a equipe de Ferramentas Especiais.

segunda-feira, julho 04, 2005

Era Inveja!!!

Recebi esse texto de um amigo, e achei muito bacana!!!
No Brasil, três coisas são indiscutivelmente democráticas. A praia, que debaixo de um sol junta madame e funkeira trajadas no mesmo uniforme. O futebol, que une o ladrão e o padre numa imensa fraternidade. E o trânsito, que bota o Zé do Chevette e João do Jaguar lado a lado, paralisados pela mesma encrenca.
Das três brasilidades, o futebol é a que mais me intriga.
Tenho um namorado que ama a bola. É uma pessoa cheia de virtudes, mas, se há uma constância em seu caráter, esta é a impontualidade. Não consegue chegar na hora, o mundo o atrapalha, a menos é claro no caso do futebol. Não falo aqui daquele jogo no estádio com hora oficial para começar, refiro-me à pelada, ao racha, àquele bate-bola entre amigos, que no caso aqui de casa acontece três vezes por semana. O campo é longe, uma viagem, o sol a pino - não importa. Dia do compromisso logo cedo o moço fica ansioso, não pode atrasar e não há imprevisto que o segure. Nesses dias meu amor é um britânico! Sábado desses resolvi acompanhá-lo. Os companheiros de partida, esbeltos desportistas, não gostaram nadinha, mas, gentis, fizeram que sim. Aquilo não é lugar de mulher, eu já devia saber. Para compensar o mal-estar, começa o jogo e eu bato muita palma, exagero o entusiasmo, assovio e tanto faço que o dono do campo a quem eu bajulava escancaradamente sentiu-se na obrigação de me dedicar um gol.
Segue o embate com altos e baixos, a coisa aquece e pimba... um golaço, aquele chutão do meio do campo para dentro da rede à Roberto Carlos. As más-línguas desmerecendo o artilheiro dizem que o momento é histórico e não se repetirá - não acredito, foi jogada de mestre; vi e guardarei na memória. Continua a partida com bons momentos, outros nem tanto, uma contusão aqui, uma falta ali, um corpo caído no chão. De repente me bate uma estranheza e vou percebendo que acima da bola, das jogadas, do corre para lá e para cá, o que mais se via, na verdade, eram discussões, ofensas, xingamentos e uma roubalheira de fazer corar um palmito. A coisa chegou a um ponto em que tive a certeza de que terminado aquilo os adversários não voltariam a se falar.
Acaba o jogo.
Entre vitórias e desilusões, corre-se para o vestiário e devo dizer que nem na feira fala-se tão alto e ao mesmo tempo quanto num banheiro cheio de homens; eu não estava dentro, mas nem precisava... Fiquei quietinha do lado de fora esperando meu namorado, que, pela delonga, tomava um banho de Cleópatra. Assim, pude observar bem os outros rapazes que sorridentes e limpinhos iam saindo do vestiário qual amigos de infância. Aqueles mesmos que há pouco se juravam de morte agora pavoneavam-se uns para os outros aos tapinhas nas costas.
Havia ali cantores-compositores, um sapateiro, o editor de um jornal, um empresário da música, atores, um jogador aposentado, dois médicos e alguns moços das redondezas empobrecidas cuja competência em campo desequilibrara o jogo - tudo adversário de sangue na hora da bola e amigo do peito na saída para o chope.
Na pelada não há rancores, o que se passa em campo fica no campo. Nem pudores, ali são todos craques - o vírus da imodéstia ataca democraticamente. Uma beleza!
Fui-me embora com um vazio a futucar o espírito.
O que nós, mulheres, temos de parecido, o shopping, o salão? Nem chegam perto. Não pode xingar, espernear, soltar os sapos da garganta - além do que, num e noutro, o máximo de exercício que se faz é com a língua na futrica da vida alheia - muito chato.
Não havia como negar, o brinquedo dos rapazes é divertido como só, e meu vazio era de inveja. Nós, mulheres, não temos nada que se compare..."

Pernetas vencem Carvoeiros-B e assume liderança isolada do Grupo 2

Com as grandes atuações de Bilú, e Marcio Presuntinho, mais o oportunismo do atacante Washington, e empurrado pela empolgação de sua grande torcida, que mais uma vez lotou as dependências da quadra 2, a equipe dos Pernetas alcançou sua segunda vitória no Torneio Sandvik de Futebol Society, 2005.
A equipe dos Carvoeiros B, só ofereceu perigo à defesa perneta durante o primeiro tempo de jogo, quando conseguiram inclusive sair a frente no marcador com um gol do atacante Kleber, após pegar um rebote, e desferir um chute indefensável contra o goleiro Edson.
Assim como no jogo passado os Pernetas acordaram após tomar o gol, e passaram a pressionar a meta do goleiro Bitoca, que acabou tornando-se o melhor jogador dos Carvoeiros-B praticando grandes defesas. Porém a insistência do ataque perneta prevaleceu e após falta cavada pelo zagueiro Renildo, Washington bateu fraco, Renato atrapalhou a visão de Bitoca, e a bola entrou rasteira, empatando o jogo.
No segundo tempo, a pressão perneta se acentuou, e não demorou muito para alcançar a virada, após uma bola cruzada Washington antecipou a zaga e pegou de letra marcando um belo gol.
A partir daí, os Carvoeiros-B tentavam se lançar ao ataque, porém tinham suas jogadas anuladas pelos zagueiros Bilú e Renildo.
Em mais um ataque dos Pernetas, depois de um bate e rebate na área, a bola sobrou para o médio Marcio Presuntinho, que bateu forte, fazendo o terceiro gol dos Pernetas e dando números finais a partida.
Com esse resultado, o Pernetas assumiu a liderança do grupo 2, com seis pontos, seguido por Ferramentas, com 3 pontos (um jogo a menos).
Na próxima rodada a equipe do administrativo jogará contra o Rolo Compressor, equipe formada por vendedores e assistentes técnicos, da Coromant. A partida iniciará as 9:30 hrs